Seu nome é Jesus

“Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim”.

Lucas 1:31-33

Toda vez que leio essa passagem bíblica, fico imaginando o semblante de Maria ao ouvir essas palavras do anjo. Em especial, fico me perguntando qual a reação dela ao ouvir a descrição que ele faz acerca de seu futuro bebê: Grande, Filho do Altíssimo, Herdeiro do trono de Davi, Reinará para sempre, etc.

Quão majestoso é isso? Já parou realmente para pensar? O anjo não poupa elogios ao descrever o Futuro Rei, aquele que haveria de nascer para cumprir uma promessa e para trazer paz e salvação ao mundo.

Mas, esse Rei é diferente. Na verdade, é incomparável. Para mostrar isso ao mundo, Ele fez tudo de um jeito diferente… de um jeito que nós não faríamos. Deixaria para trás toda a Sua glória, todo o Seu reino, majestade, poder, para tornar-se totalmente humano, aliás, tão humano, que veio bebê! Deus poderia ter mandado um Salvador já adulto, que apareceria do nada e faria todo o seu trabalho em três anos, não poderia? Mas, não. Ele fez do início. O Rei Todo Poderoso, Filho do Altíssimo, nasceu a nós como um bebê.

Esse Rei, em sua forma humana, chorou de fome (não de birra! Hehe). Sujou “fraldas”, ou qualquer que fosse o dispositivo vigente na época para conter as eliminações dos bebezinhos. Teve que aprender a falar, a bater palminhas. Talvez ele tenha tido otite. Caiu e ralou o joelho (não há relato bíblico disso, mas podemos inferir que sim, afinal, qual criança nunca fez isso, certo?)… isso lhe parece familiar?

Sim, o Rei teve infância, e ela deve ter sido trabalhosa para Maria, assim como a de nossos filhos são para nós hoje. Fico imaginando se ela olhava para Jesus, tropeçando na estrada com as perninhas arqueadas que tem pouca coordenação para tanta energia, e lembrava do anjo dizendo: Filho do Altíssimo… Grande… Seu Reino jamais terá fim….

Ele veio com um propósito, e seu nascimento já foi uma parte imensa desse propósito, mas lembre-se, ele veio bebê! Não foi um bebê que transformou a água em vinho, que curou leprosos, que ensinou multidões, e que morreu na cruz.

Levaria anos para que a missão de Jesus na Terra fosse cumprida em sua totalidade. Isso exigiria de Maria uma diligência e confiança nas palavras do anjo que iriam muito além do momento da concepção e nascimento de Jesus. Ela criou Jesus, dia após dia, ano após ano, sabendo que Ele seria tudo aquilo que o anjo lhe falara!

A Bíblia fala muito pouco sobre a infância de Jesus. Entretanto, nesses anos silenciosos, invisíveis, se podemos dizer assim, que existiram entre algo extraordinário – o nascimento de Jesus – e algo muito extraordinário – os anos de ministério de Jesus na Terra, sua morte e ressurreição – , tenho certeza de uma coisa: existia uma mãe diligente, zelosa e confiante no propósito de sua missão como mãe daquele menininho.

Olhe para nós hoje, mães. Olhamos para os nossos filhos pequeninos e curtimos a fase, tenho certeza! Mas, também nos desanimamos com a rotina tão repetitiva e com os aparentes resultados demorados. Queremos ver lá na frente, queremos que nossos filhos sejam bons cidadãos, que façam a diferença onde vivem, mas não podemos perder de vista a verdade inegável de que nossos filhos precisam de nosso cuidado, amor e atenção continuamente, não apenas nos momentos iniciais, “doces” ou “grandiosos” da maternidade. É nosso papel e nossa missão especial criá-los e prepará-los para o propósito que Deus determinou para eles, dia após dia, ano após ano! Ainda que isso não “apareça”.

Bebê Jesus, Menino Jesus, Rei Jesus. Maria precisou de diligência, persistência e de confiança nas palavras do anjo não apenas no dia em que ele a visitou, mas também para seguir em sua missão de mãe do Salvador até que Ele partisse para cumprir o seu propósito. Que o exemplo dela nos inspire como mães, a zelar por nossos filhos e prepará-los para fazer o que Deus desenhou a cada um!

 

obs: assim como o post anterior, esse texto é parte de uma série de  devocionais com o tema do Advento, que escrevi para o MOPS Brasil. O MOPS (Mothers of Preschoolers), ministério internacional voltado para mães de crianças pequenas, está lançando em seu blog e redes sociais pequenos devocionais como esse durante os 24 dias que antecedem a chegada do Natal. Várias colaboradoras trarão textos diferentes, que serão publicados de segunda a sexta. Passa no blog do MOPS para conferir todas elas, e inspire-se com verdades bíblicas e aplicações práticas que o nascimento de Jesus tem na nossa vida! Aproveite e conheça mais sobre o MOPS também, caso você não conheça. Vale a pena conviver com outras mães e aliviar a carga!

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