Eu li – “Refresh: vivendo no ritmo da graça em um mundo acelerado”

Esse livro foi lançado em português pela Editora Fiel em 2019. Confesso que, no começo, eu tive um pouco de resistência com o tema, um pouco incerta acerca da forma como ele seria abordado. Entretanto, estava curiosa, porque a contracapa me chamou de cara: “Você se sente estressada, sobrecarregada, esgotada”? Ah, quem nunca, né?

Não me arrependi mesmo da leitura. Inclusive, estou aqui para indicá-la. De forma leve e bíblica, Shona Murray te leva a perceber que o excesso de atividades e esse ritmo frenético ao qual nos submetemos pode, sem dúvida, nos levar a um quadro de esgotamento que é incompatível com o modo como devemos viver. Mas, melhor do que isso: ela propõe soluções práticas, também com base bíblica. Li o livro em cinco dias, porque ele é leve e flui muito bem. Suguei cada palavra. Uma mistura de exortação, instrução e consolo.

Vamos à resenha?

Título: Refresh: vivendo no ritmo da graça em um mundo acelerado

Autores: Shona e David Murray. Na verdade, o livro dá a entender que a maior parte dele foi escrito por ela, mas apoiada pelo marido, que escreveu um livro meio gêmeo para homens (Reset – também publicado em português pela Fiel). Eles moram em Michigan, EUA, com seus 5 filhos, e congregam na Free Reformed Church, onde David também é pastor. Shona é médica de formação, atuou como médica de família durante muitos anos na Escócia, onde nasceram e viveram até se mudarem para os EUA.

Editora: Fiel

Páginas: 211

Sobre o livro:

O livro tem 11 capítulos, divididos em introdução e 10 estações para avaliação e intervenção no seu ritmo frenético de vida. No capítulo sobre verificação da realidade, ela aponta alguns “sinais e sintomas” que podem ser característicos de um estilo de vida acelerado demais, que inverte prioridades, não cumpre a agenda estabelecida por Deus a nós, e cujo resultado é, inevitavelmente, o esgotamento.

A partir dessa verificação de realidade, ela nos convida a dar um “replay” em situações da vida, para identificar onde exatamente precisamos mudar. Algo que me agradou no livro é a base sobre a qual ela constrói a necessidade de mudança: não é apenas dormir boas horas de sono, mas é reconhecer que o sono é uma dádiva de Deus para que exerçamos boa mordomia do nosso corpo, dando a ele o descanso necessário para que não fique sobrecarregado. Esse é apenas um exemplo, mas é essa a linha que ela segue para traçar estratégias de mudança que, como ela diz, farão com que vivamos no ritmo da graça, apontando e refletindo Jesus em nossas atitudes e viver diários. Esse capítulo, então, dá a base para os seguintes, em que as estratégias e fundamentos para tais estão apresentadas: descanso, recriação, relaxamento, reflexão, redução, reabastecimento, relacionamentos e ressurreição.

Um pequeno trecho (editado, para manter a ideia completa):

“Uma vida no ritmo da graça é um ritmo de vida que se renova constantemente por meio de cinco diferentes fontes da graça divina. Primeiro, há a fonte da graça da motivação. Como bebemos das insondáveis profundezas da graça salvífica de Deus em Cristo, podemos, livremente, receber sua misericórdia e seu amor superabundantes. Plenas e transbordantes da graça do evangelho, agora estamos energizadas e entusiasmadas para servir a ele no lar, no trabalho e na igreja enquanto nossos corações dizem, Obrigada, Senhor, Obrigada, Obrigada. A segunda fonte da graça é a moderação. A graça modera as expectativas que criamos sobre nós mesmas e sobre outras pessoas. Ao pé da cruz, contemplamos nosso pecado e pecaminosidade, aprendemos que não somos perfeitas e nunca seremos. Por isso, quando falhamos, levamos nossos pecados até o Calvário, sabendo que a graça de Deus perdoa todas as nossas imperfeições e, amorosamente, nos aceita perfeitas em Cristo. Somos também revigoradas pela graça multiplicadora. Não acreditamos mais que tudo depende de nós e de nossos esforços. Em vez disso, confiamos em Deus para multiplicar os poucos pães e peixes que temos. Não ficamos sentadas de braços cruzados, mas também não tentamos fazer tudo. Em quarto, a fonte da graça libertadora nos ajuda a entregar o controle de nossas vidas a Deus. Confiamos em Sua soberania, não apenas para a salvação, mas em todas as áreas da vida. Sim, continuaremos a trabalhar com cuidado e diligência, mas a graça libertadora humildemente reconhece os contratempos, problemas e decepções, aceitando-os como testes da nossa confiança no controle de Deus. Por fim, há a graça acolhedora. Quando nos aproximamos e olhamos essa fonte de perto, vemos que, na verdade, são diversas fontes menores. Cada uma delas representa um dos dons graciosos de Deus para suas criaturas: descanso semanal, sono, exercício físico, família e amigos, comunhão cristã, e assim por diante. Em meio à agitação de nossas vidas, costumávamos nos distanciar desses presentes, pensando que não precisávamos deles. Mas, em uma vida que segue o ritmo da graça, cada vez mais nos aproximamos dessas fontes e queremos. Quanto mais percebemos que o nosso Pai Celestial projetou e construiu essas fontes para o nosso bem, mais aceitamos e desfrutamos sua água revigorante e refrescante.”

Como eu disse, o livro é prático, bem prático. Uma ótima sugestão de leitura para esse início de ano (e de década, wow!!), pensando em mudar rotinas, padrões, buscar viver na graça e experimentar a liberdade que temos quando confiamos mais em Deus e no sacrifício de Cristo, do que em nossos próprios esforços.

 

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